UNIÃO IMPLANTE DENTE – TEMA MONOGRAFIA DE ODONTOLOGIA

 

Diversos são os temas de monografias de odontologia. Por isso, este texto servirá para auxiliar na escolha quando na elaboração de sua monografia de odontologia/ortodontia.

Substituir dentes naturais perdidos por dentes artificiais é uma preocupação do homem desde os primórdios da humanidade, seja por questões estéticas ou, ainda, para sanar a dificuldade de mastigação proveniente de tal problema.

Os métodos de implantodontia tal qual conhecemos na atualidade são provindos da descoberta da osseointegração na década de 60 pelo  professor Brånemark que, trabalhando com materiais à base de Titânio puro, realizou um experimento com cachorros e pôde constatar que esse metal se ligava de maneira muito íntima  ao  tecido ósseo iniciando, assim,  a chamada Era da Osseointegração na Implantodontia (BRÅNEMARK, et al., 1987).

Porém, alguns fatores como falta de tecido ósseo e proximidade com o canal mandibular podem levar o cirurgião dentista a optar pela união dente e implante que, apesar de polêmica, é tida como uma possibilidade real e funcional em relação à reabilitação de pacientes parcialmente edentados.

Ericson et al (1986) foi o primeiro a abordar o tema união dente-implante. Em seu trabalho os autores observaram 10 pacientes parcialmente desdentados reabilitados com próteses fixas do tipo dento-implanto-suportadas. Destes, 6 utilizaram conectores rígidos e 4 conexão não rígida. Como resultado, verificou que um dos casos com conectores rígidos a perda óssea marginal ao redor de dois implantes era de 3 mm, ou seja, acima da média relatada na literatura, que é de 1 mm.

Kay et al (1993) apontaram a necessidade de se considerar alguns aspectos antes de inidicar o tratamento através de prótese unindo dente e implante, como segue:

Citação Odonlogia União Implante Dente

Os autores supracitados ainda apontaram que, em virtude da diferença de estabilidade entre um implante e um dente,  vários problemas poderiam ser encontrados nesta união. Entretanto, esclareceram que estes poderiam ser ainda mais graves quando a união fosse feita entre um implante e um dente com mobilidade periodontal; neste caso foi introduzido um elemento resiliente entre a prótese e o implante, proporcionando um aumento no grau de estabilidade do dente comprometido, reduzindo a disparidade entre os dois elementos (KAY, et al, 1993).

Rangert e Sullivan et al (1995), por meio de um teste in vitro, comprovaram  que há pequeno risco de sobrecarga no implante de Bränemark quando este é conectado a um dente saudável como pilar de prótese. Entretanto, como resolução, definiram que em virtude da flexibilidade do parafuso em comum, a carga poderá ser distribuída uniformemente entre implante e dente, permitindo excitação natural do dente.

Lundgren, et al (1994) concluíram que não há problemas para a união implante-dente se dentes e implantes estiverem  próximos e o dente apresentar boa saúde períodontal

Em relação à capacidade de distribuição de força Ritcher et al (1995) constataram que ela é melhor se utilizada uma prótese implanto-suportada no lugar de uma dento-implanto-suportada

Do ponto de vista biomecânico Telles et al (1997) concluíram que unir dentes a implantes é um bom procedimento quando for o melhor para o paciente. Para tanto apresentaram resultados encontrados em seus estudos que indicaram que no caso das próteses  implanto-suportadas, os índices de sucessos encontrados foram de 90,9% a 91,3% em cinco anos.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRÄNEMARK, P. I.; ZARB, G.; ALBREKTSSON, T. Tissue-integrated prostheses: osseointegration in clinical dentistry. Quintessence Publishing Company, Chicago, 1987.

ERICSON, I. et al. A clinicalevaluation of fixed-bridge restorations supported by by the combination of teeth and osseointegrated titanium implants. J Clin Periodontol, 1986.

KAY, HB. Freestanding versus implant-tooth interconnected restorations; understanding the prosthodontics perspective. Int. j. Periodont. Rest. Dent., v.13, n.1, p47-69, 1993.

LUNDGREN, D.; Falk. H.; Laurell, L.; Prerequisits for a stiff connection between osseointegrated implants and natural teeth, f. Dent Res. 67:247, 1994.

RANGERT, B, GUNNE, J, GLANTZ, P, SVENSSON, A. Vertical load distribution on a three-unit proshesis supported by a natural tooth and a single Branemark implant. Clin. Oral Impl. Res., v.6, p.40-46, 1995.

RICHTER, E. J. In vivo vertical forces on implants. Int Journal Oral Maxillofacial Implants 10: 99-108, 1995.

Autor: Trabalhos Monográficos