LEITURA E CONHECIMENTO PRÉVIO

A área de educação abarca uma infinidade de temas, Por isso, é comum o aluno do referido curso encontrar dificuldade na escolha do tema na hora em que necessita elaborar sua monografia de educação.

Ao fazer uma leitura, o leitor realiza conexões significativas entre a informação conhecida e a informação nova. Dessa forma, nas palavras de Oller (2003, p.40):

Citação_Educação_Leitura

Nesse sentido, a compreensão de um texto não ocorre apenas pela decodificação de cada elemento nele explícito, mas é um processo que exige do leitor o estabelecimento de relações entre as partes desse texto, bem como o preenchimento de lacunas com base em seus conhecimentos prévios.

Em seus estudos sobre leitura e produção de sentidos, Dell’Isola (2001, p.36) afirma que “compreender um texto é ter acesso a uma das leituras que ele permite, é buscar um dos sentidos possíveis oferecidos por ele, determinado pela bagagem sociocultural que o leitor traz consigo”.

Nessa busca de produção de sentido, necessário se faz levar em conta conhecimentos partilhados entre leitor-autor, pois só haverá entendimento se as informações retiradas de um texto forem integradas ao sistema de conhecimentos já preexistente na memória, de tal modo que o leitor seja capaz de “construir uma espécie de ‘paisagem mental’ coerente e ancorada em conhecimentos prévios” (PERINI, 2005, p.37).

De acordo com Fulgêncio e Liberato (2001), a complexidade do processo de compreensão textual ocorre por diversos fatores inter-relacionados. Dentre eles, encontram-se: o conhecimento lingüístico, o conhecimento prévio a respeito do assunto tratado no texto, o conhecimento geral a respeito do mundo, a motivação, os objetivos e os interesses na leitura.

Reconhecendo que compreensão depende das relações que o leitor estabelece com o autor durante a leitura de um texto, Kleiman (2004, p.13) defende que compreender um texto é:

Citação Educação e Conhecimento Prévio

Por sua vez, Solé (1998, p.23) considera conhecimento prévio tudo aquilo que faz parte da bagagem experiencial do leitor, pois, para ler, “precisamos nos envolver em um processo de previsão e inferência contínua, que se apóia na informação proporcionada pelo texto e na nossa própria bagagem, e em um processo que permita encontrar evidência ou rejeitar as previsões e inferências”.

A estudiosa assegura, inclusive, que toda experiência compartilhada entre os membros de uma comunidade leva o leitor a entender o mundo que o cerca e a atuar segundo os esquemas socio cognitivo-culturais da comunidade com a qual se relaciona, uma vez que:

Citação Educação Solé

Por isso, a autora considera o conhecimento prévio como um conjunto de construções das representações da realidade e dos elementos constitutivos de uma cultura em sentido amplo.

Além disso, não só o conhecimento prévio é fundamental para a produção de sentidos como também a confiança, a disponibilidade de ajudas necessárias, a motivação e o interesse contribuem para o êxito de uma leitura e garantem a atenção do leitor ao longo dessa atividade (SOLÉ, 1998).

Já que é o conhecimento prévio que permite ao leitor fazer predições, Kato (2004) constata que ele advém do próprio texto ou de informações extratextuais provenientes dos esquemas mentais do leitor.

Nesse sentido, para que a leitura se concretize em um ato de construção, o leitor, que também é um produtor, deve interagir e dialogar com o texto e seu autor. Contudo, para que isso aconteça, Koch (2004) considera necessário um conjunto de conhecimentos que possa ser parcialmente partilhado entre as partes (leitor e autor).

 

Isto posto, vemos que a matéria a LEITURA, e em particular LEITURA E CONHECIMENTO PRÉVIO, pode ser amplamente explorado numa monografia.

 

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Autor: Trabalhos Monográficos