O tema ética empresarial pode ser utilizado na elaboração de sua monografia na área de administração ou, se bem delimitado, em uma monografia de marketing. Portanto, interessante abordar breve artigo sobre o assunto já que para ambas as áreas em que a ética empresarial pode virar monografia, há também vasto leque de opções de temas de monografia.
Em um mundo globalizado a Ética Empresarial passa a ser uma máxima às empresas que pretendem se manter competitivas. Isso porque com a globalização veio também a era digital e, com ela, os consumidores passaram a ser mais informados exigindo, tais empresas, conduta ética para que consumam seus produtos/serviços.
Por muito tempo o principio responsável por orientar a conduta das empresas foi à maximização do lucro. Dita perspectiva é a chamada de Ética Empresarial Utilitarista visto que a única função da empresa é a de elevar o bem estar dos sócios ou acionistas, tendo como compromisso junto à sociedade elevar sua lucratividade.
Porém, as últimas décadas propiciaram alteração nesta visão utilitarista, modificando a cultura corporativa na qual a ética passou a ser considerada nas decisões empresariais. Mister salientar que este movimento teve sua origem nos EUA nos anos 80, tendo espalhado-se pelo mundo atingindo, de maneira consideraa recente , o Brasil.
Para uma melhor compreensão do que vem a ser ética empresarial, faz-se necessário destacar o conceito atribuído por alguns especialistas no assunto. Assim, ao entender de Ferrel (2002):
Maximiano (1974, p. 294) define a ética organizacional como:
Ainda sim, vale frisar que a noção de ética vem se dilatando ao longo do tempo, comportando uma série de dimensões, como será verificado à seguir.
O primeiro compromisso ético que a empresa deve ter é o comprimento à lei, sem visar outra coisa a não ser dever cívico. Isso porque a cidadania se compõe por meio de uma série de deveres , dentre eles o de seguir as sanções legais e a de pagar impostos. Dá-se o nome, a esta dimensão, de ética da legalidade.
Outra dimensão, não menos importante, está no fato de a empresa ética comportar-se com integridade e honestidade, honrando promessas e compromissos, não se envolvendo em fraudes e atos de corrupção, assumindo a responsabilidade pelos seus atos. Atribuímos a ela a designação de ética empresarial da integridade.
Por sua vez, a ética empresarial humanista baseia-se no valor da dignidade da pessoa humana, noção que penetrou profundamente a consciência coletiva moderna, convertendo-se num verdadeiro patrimônio ético da humanidade. A economia deve estar a serviço do homem e não o homem a serviço da economia. O respeito absoluto ao ser humano deve informar todas as relações da empresa, tanto com seus funcionários, como com os demais stakeholders. Com a evolução da ética empresarial humanista, ganhou força a idéia de que os direitos humanos valem não apenas nas relações entre Estado e cidadão, mas também nas relações entre particulares, no que se incluem as empresas.
As empresas tornaram-se mais conscientes do impacto (positivo ou negativo) de suas atividades na sociedade e também de sua responsabilidade, enquanto ator social, pelo destino da comunidade em que está inserida. A transformação social pela construção de um mundo mais justo constitui uma tarefa comum e não apenas uma incumbência dos governos. A ética empresarial social não deve ser confundida com a mera ética empresarial da filantropia. Não basta fazer doações a organizações de interesse social, é preciso integrar a responsabilidade social na estratégia e na gestão empresarial , ou seja, adotar um novo “estilo” ou “modelo” de administração.
O ideário iluminista do século XIX repousava na premissa de que o progresso da civilização, fruto do império da razão, desencadearia o aumento da produtividade, da riqueza material, da felicidade e do bem-estar. A natureza, encarada apenas como uma fonte de matérias-primas e desprovida de qualquer valor ético, poderia ser aproveitada sem qualquer limite (“autoritarismo antropocêntrico”). A sensibilização para a “crise ecológica” provocou uma brusca alteração nesta concepção, conferindo à ação empresarial uma orientação “verde”. O desenvolvimento econômico deve se harmonizar com a preservação do meio ambiente. Nasce então o conceito de desenvolvimento sustentável e uma nova dimensão da ética empresarial: a ética empresarial ambiental ou ética empresarial da sustentabilidade (MELO NETO, 2004).
Em razão dos diversos escândalos e fraudes que levaram à quebra de empresas americanas, fenômeno que também se verificou na Europa, cresceu a relevância de temas como transparência, accountability, compliance, defesa de sócios minoritários e prevenção de atos abusivos dos grandes executivos em razão de conflitos de interesse. Há uma redefinição dos deveres e relações entre executivos, diretores, comitê fiscal, auditores independentes, governo e órgãos reguladores. Este não deixa de ser um reflexo da acima denominada ética da integridade. De uma forma sintética, poderíamos nos referir especificamente à governança corporativa como uma faceta da ética empresarial da transparência (SANTOS, 1999).
Esta classificação entre diversas perspectivas da ética empresarial tem como objetivo facilitar a compreensão da questão. Em sua essência, a ética não se compõe de compartimentos estanques, subsistindo uma série de pontos de contato e interconexões entre as referidas dimensões da ética empresarial. A organização que pretenda levar a sério a ética, deverá estar preparada à dinâmica desses novos tempos, considerando todas as variações e implicações da ética empresarial na formulação e implementação das políticas e programas ligados ao assunto.
Pelo exposto, caso precise de ajuda na elaboração de monografias, seja na área de administração, marketing ou outras, solicite seu orçamento sem custo!
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERREL, O. C. Ética empresarial: dilemas, tomadas de decisões e casos. São Paulo: Reischmann & Affonso, 2002.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 1974.
MELO NETO, Francisco P. & FROES, César. Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial: A Administração do Terceiro Setor. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.
SANTOS, João Henrique R. Responsabilidade nos Negócios e Sobrevivência da Empresa. www.rh.com.br , 1999.
Autor: Trabalhos Monográficos