ÉTICA EM ARISTÓTELES

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Assim como acontece em algumas áreas do conhecimento a filosofia possui vastas possibilidades para se escolher o tema a ser desenvolvido na monografia de final do curso.

Os leigos no assunto, quando se deparam com uma monografia de filosofia,  tendem a lembrar de Aristóteles, Platão e  Sócrates, filósofos Gregos.

Sendo assim, acreditamos ser interessante trazer aqui um breve artigo sobre o conceito de ética em Aristóteles.

Assim, o tema ética pode ser abordado em uma monografia de filosofia.

O conceito de ética surge na Idade Antiga, mas precisamente no pensamento grego, no momento em que o pensamento socrático colocou em questão a natureza do bem e da virtude. Contudo, foi na filosofia Aristotélica que o conceito de ética adquiriu maior relevância.

Aristóteles afirma que todas as ações humanas visam a um bem, ou seja, possui uma finalidade, esse bem, segundo ele, é o bem do homem, que equivale a ser feliz. Contudo, não há uma unanimidade acerca daquilo que se define como sendo o bem.

Para Aristóteles, existem bens que não são fins em si mesmos, porém meios para que se possa atingir outros bens, como por exemplo, os meios utilizados para a preservação da vida. Desta forma, haveria então um bem supremo? Segundo Aristóteles, a felicidade, muito mais que qualquer outro bem, é tida como o bem supremo, tendo em vista o fato de a escolhermos por si própria, e jamais em virtude de algo mais. Já outros bens, tais como as honrarias, a inteligência, dentre outros, apesar de os escolhermos por si mesmos, no fundo os escolhemos em função da felicidade, ou seja, acreditando que através deles seremos felizes.

Outrossim, a felicidade está vinculada à ação humana, ou seja, ela mesma é uma forma de ação em conformidade com a “razão reta” e com a virtude (areté).

A idéia de virtude para Aristóteles está vinculada à idéia de “fim”, ou seja, segundo ele cada ser possui um fim em si mesmo, e a sua realização o completa enquanto ser, tornando-o virtuoso. Assim um pássaro que não consegue voar não é “virtuoso”, uma vez que a idéia de “voar” define o pássaro enquanto ser. Desta forma, o homem virtuoso é aquele que age racionalmente, tendo em vista que a “razão” é o que caracteriza a humanidade, o que diferencia o homem dos outros animais.

A razão reta, quando lida com questões onde se pode escolher converte-se em uma capacidade de deliberação, de escolha, sendo, portanto uma razão prática, diversamente da razão teórica, voltada para a compreensão de fatos e seres que existem independentemente da ação humana, da escolha ou deliberação humana.

A ética é uma razão prática, tendo em vista que os valores, aquilo que é bom ou mau, certo ou errado, são definidos pela ação humana. Assim sendo, afirmar que a ética refere-se à práxis significa dizer que o sujeito que pensa e age, a ação praticada e a finalidade do agir (telos) são inseparáveis.

Desta forma, a escolha é feita numa ação do sujeito e a virtude seria a escolha através da razão, ou seja, implicando na consciência do bem e em um comportamento condizente com esse conhecimento. A vontade deve então ser guiada pela razão. Conclui-se então que para Aristóteles a razão reta oriente a excelência moral e a virtude é a vontade guiada pela razão – conduta virtuosa.

Sendo então a felicidade o bem supremo, a ação deve ser para ela direcionada. Embora, atualmente, haja certa identificação entre as palavras “ética” e “moral”, o que os gregos entendiam por “ética” vai além de um “estudo de costumes”. Para Aristóteles e os outros autores antigos, diferentemente dos modernos, cuja ética se baseia no “dever”, uma obra de “ética” deve tratar do caráter do homem, e, mais especificamente, daquilo que pode ser chamado de uma vida boa, bem sucedida: daí a preocupação de Aristóteles por expor em que consiste esta vida boa e feliz.

Para Aristóteles (384 – 322 a.C), “o bem é o objeto de todas as aspirações do homem”. O “bem” para Aristóteles é o meio pelo qual o homem pode ser feliz e se auto-realizar. Esse parece ser um motivo suficientemente forte para levar as pessoas a viverem eticamente.

Sendo assim, a é Ética seria a ciência de praticar o bem. De certa forma, é o que o senso comum também reflete: que o homem dirige suas ações perseguindo aspectos da realidade que se apresentam como bens.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco in Aristóteles – Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

 

Autor: Trabalhos Monográficos