A ESCRITA, LEITURA E A PRODUÇÃO TEXTUAL NA ESCOLA

 

A ESCRITA, LEITURA E A PRODUÇÃO TEXTUAL NA ESCOLA pode ser tema de uma monografia na área de pedagogia.

Falar sobre a escrita, leitura e a produção textual na escola, requer de nós uma reflexão um pouco mais profunda acerca do Ensino de Língua Portuguesa. Se tradicionalmente um dos grandes problemas do ensino do Português (Leitura e Escrita) centrava-se no domínio da linguagem padrão, nos dias atuais tendo em vista as mudanças ocorridas em toda a sociedade e, particularmente no setor educacional, pode-se constatar claramente, um novo olhar sobre esse tema.

Antes de qualquer reflexão acerca do tema em questão, é preciso deixar claro que não somente em Língua Portuguesa, mas sim, toda e qualquer proposta de ensino somente se efetivará, de modo eficiente, se houver um esforço conjunto de todos os envolvidos no processo ensino/aprendizagem.

No que se refere ao trabalho com escrita e produção de textos na disciplina de Língua Portuguesa, vale ressaltar, que a atuação do professor é de suma importância, considerando que, se por um lado alguns tendem a pensar no ensino da Língua não como um conjunto de definições ou regras pré-estabelecidas, mas sim, num trabalho de linguagem contextualizada, com uma função determinada, por outro lado, em pleno século XXI, deparamo-nos com aqueles cujo ensino arcaizante, geralmente calcado na teoria gramatical: um trabalho puramente “metalingüístico”

Hoje mais do que nunca, temos a consciência de que um texto escrito garante pouca coisa se o professor não se dispuser a uma discussão profunda que ponha em questão concepção de linguagem, prática metodológica, seleção de conteúdos, entre outros pontos. Assim, pensar o ensino de português, particularmente no trabalho com textos significa pensar numa realidade que permeia todos os nossos atos cotidianos: a realidade da linguagem já que, ela nos acompanha onde quer que estejamos e serve para articular não apenas as relações que estabelecemos com o mundo, como a visão que construímos sobre ele. E via linguagem que com o trabalho, caracteriza a nossa “humanidade”, que nos diferencia dos animais.

Se começarmos a pensar na criança ainda tão pequena passa a freqüentar  as salas de Educação Infantil, podemos afirmar com segurança que ela já tem internalizada a gramática da língua por sua experiência com a linguagem oral. O plano em que isso ocorre e, no entanto, não consciente: a criança utiliza adequadamente os conhecimentos lingüísticos adquiridos ao longo do aprendizado da língua materna, porém não consegue operar voluntariamente com eles.

Conforme atesta Vygotsky (1989), diferentemente do aprendizado da linguagem oral, a aprendizagem da língua escrita requer da criança uma dupla abstração: por um lado ela deve lidar com uma linguagem que prescinde dos aspectos sonoros em sua realização, restringindo-se ao plano das idéias veiculadas pelas palavras e, por outro deve trabalhar considerando a ausência do interlocutor na situação imediata de sua produção.

Diante do explicitado acima, uma certa preocupação acontece e leva-nos a seguinte reflexão: tem a escola preocupado-se com esta dupla abstração? Até que ponto o professor tem considerado a importância  de bem saber lidar com tal duplicidade?

Esta monografia objetiva analisar a prática dos professores de Língua Portuguesa com o trabalho de interpretação de texto. Objetiva ainda: analisar até que ponto os professores realmente conseguem entender seus alunos e propiciar a eles momentos de alegria e prazer, enquanto escrevem, lêem ou produzem textos; e defender a integração entre os eixos da língua (oralidade, leitura e escrita).

O estudo se justifica e se faz relevante pois se considerarmos que ler é um processo dinâmico, no qual o leitor e autor interagem, numa conversa direta, leve, prazerosa, bem como se compreendermos esse ato como uma atividade que se sobrepõe a habilidade de decodificar em sons silabas isoladas, bem como, somente uma capacidade de converter grafemas em fonemas, desconsideramos seu real papel: construir o sentido de um dado texto; interpretar enunciados, comparações, críticas, metáforas, simbologias, ilustrações; fazer predições iniciais acerca de um texto; combinar hipóteses anteriores  previstas a partir das informações objetivas apresentadas em um texto; refletir e discutir sobre o que leu, tirar dúvidas; fazer conclusões etc.

Assim, enquanto não acreditarmos nessa possibilidade de um trabalho de leitura que extrapole o limite do código, até que ponto os professores promovem em salas de aulas verdadeiros leitores? Como estamos proporcionando a compreensão do mundo a partir de situações comunicativas, onde o leitor, possa interagir a todo momento com as emoções, as fantasias e imaginação? Promover situações onde o aluno possa contar com uma “diversidade de material para leitura” e, mais ainda, acreditar que se possa ler sem mesmo saber “decodificar”?  Promover uma relação entre o texto e o conhecimento prévio, para que haja autonomia  na organização, na seleção e na busca de procedimentos necessários na elaboração do “ato de ler”? Enfim, enquanto os professores, considerarem que ler é adentrar outros mundos possíveis, num ato de questionamento da realidade para sua maior e melhor compreensão, de modo que enquanto se distancia do texto, assume-se uma postura crítica frente ao que se lê?

A prática educativa deve envolver uma constante busca de procedimentos para desenvolver nos alunos o interesse pelas atividades pedagógicas, fazendo com que adquiram o gosto pela leitura e escrita, envolvendo a produção textual, tanto nos aspectos de coerência como de coesão.

Isto posto, vemos que a matéria a A ESCRITA, a LEITURA, e em particular A ESCRITA, LEITURA E A PRODUÇÃO TEXTUAL NA ESCOLA, pode ser amplamente explorado numa monografia.

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALENCAR, E. M. L. S. Criatividade. Brasília: Editora Universidade de Brasília. 2003..

DUTRA, Hermínia. O Texto Imagético nas Salas de Aula. Rio de Janeiro: EDUFRJ, 1999.

FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo, Cortez Editora, 1992.

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

VOLNEI, Carlos Alencar. O Texto Imagético: análises. São Paulo: Nobel, 2001.

WEIZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo, Ática, 2000.

Autor: Trabalhos Monográficos